TRABALHOS DE ALUNOS

O abandono de animais

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Em Portugal, um dos assuntos mais abordados, no último ano, tem sido a criminalização dos maus tratos e abandono de animais. Se, por um lado, existem cada vez mais pessoas e associações dispostas a ajudar os nossos amigos de quatro patas, por outro, parece que existem cada vez mais pessoas que vêm contrariar esse espírito de ajuda.

Segundo a lei, “quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”. Se a violência resultar na morte do animal, será punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias. O abandono é igualmente punível com prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias.

Neste sentido, os animais que são vítimas de abandono ou maus tratos sobrevivem muitas vezes na rua, em associações ou em canis. Neste momento, em Portugal, existem centenas de associações que sobrevivem apenas de donativos de pessoas e empresas, sem qualquer tipo de ajuda do estado, o que limita os esforços e a boa vontade em ajudar.

Acrescente-se, ainda, que a falta de recursos e um excesso de animais enclausurados, resulta em espaços sobrelotados, o que leva alguns canis municipais a praticarem a eutanásia a animais perfeitamente saudáveis e meigos.

Mas, afinal, o que leva alguns donos a abandonarem os seus animais? Segundo algumas associações, os motivos podem ser tão banais como “falta de espaço”, “alergia ao pelo”, “mudança de casa”, “o animal é mau” e “falta de possibilidades económicas”. Estas são as causas mais comuns para o abandono. Em certa parte, a questão económica pode ser compreensível se na equação estiver o cuidado veterinário mas, por falta de informação, alguns cidadãos ainda não sabem que já existem clínicas veterinárias que praticam preços low cost para famílias carenciadas, o que elimina uma das “desculpas” para o abandono.

Finalmente, uma das soluções para o controlo de populações, seria a castração em massa para evitar que essas centenas de animais procriem e gerem cada vez mais animais abandonados. Neste momento, já existem algumas associações especificas para este fim, que realizam um excelente trabalho no controlo populacional. Mas, efetivamente, se o abandono não for erradicado por completo, o ciclo nunca terminará e existirão sempre animais abandonados.

Ana Dores

12º CT / LH

Ensino Recorrente

O Geovani Melo do 11º C2, aluno de PLNM, enviou-nos alguns dos seus textos poéticos em língua portuguesa.

Um sorriso abundante

Cada homem sente medo
O medo traz a tristeza
Que queima a nossa alma
Alma distinta do corpo

Cada dia, cada hora,
A pensar num só dia
Na noite de luar
Não tenho medo de chegar

As portas abriram
Os pássaros a voar
Pessoas a saírem
Os papagaios a gritarem

Ah, que alegria!
Um só sorriso abundante
que o coração sente!

A vida

Já tanto tempo se passou, já tanto tempo se passou!
Passou, passou, passou…

A vida, quando vem, é o melhor presente que Deus nos deu
Se um dia não há vida ou vontade de viver, deixamos de querer

Em cada segundo que passa, podemos não acreditar
e, quando a porta se abre, ficamos sem resposta
sempre, sempre, sempre sem saber, tão tarde…

Mas, sem esperança, não podemos alcançar o destino
Sem esperança não há vida,
Sem o sonho não há futuro,
Sem o amor não há vida.
Por isso, temos de acreditar
Que a porta vai abrir e não se vai fechar

original

OS REFUGIADOS

Todos os dias vemos em direto o sofrimento dos refugiados e ficamos muito incomodados. Mas afinal o que são refugiados? Esta palavra tomou conta do nosso quotidiano e nem nos apercebemos da sua dimensão e muito menos do seu significado, pois acredito piamente que, se soubéssemos o que significa, não teríamos opiniões tão egoístas e mundanas.

Um refugiado é alguém que procura asilo fora do país de que é originário, em busca de paz. Paz. É apenas isso, são famílias como as nossas que procuram um bem essencial à vida, e isso deveria ser razão suficiente para termos os nossos braços abertos e especialmente o nosso coração. Mas o que acontece na realidade são reações de pessoas de corações frios e portas fechadas. Mas porquê ?

Na minha opinião, a causa central desta questão deriva dos países destes refugiados, como por exemplo, Irão, Paquistão, entre muitos outros, que partilham de políticas diferentes, ideologias e religiões contrárias às que estamos habituados e, muito sinceramente, também o mundo.

O facto de nestes países existir uma “força” cada vez mais poderosa, o Estado Islâmico, causa-nos pânico. Basta pensarmos nas atrocidades que os mesmos já praticaram no mundo, desde o caso mediático de Paris, à decapitação de vários jornalistas, entre outras situações onde as vítimas são pessoas inocentes.

Porém, a minha questão prende-se com todos os outros oriundos destes países que assistem a guerras diariamente mas que não partilham a ideologia destes rebeldes islâmicos. O que fazemos com eles?

É esta a questão que move o mundo, porque temos medo de estar a abrir a porta, a nossa porta, do nosso país, da nossa casa, a alguém que nos quer mal, mas a verdade é que a grande maioria vem em paz e quer o mesmo que nós, segurança. Para mim este é o grande dilema que neste momento a Europa enfrenta mas a resolução não está para breve porque o medo, a crise e a falta de vontade estão a tomar conta dos governantes.

Eu própria não consigo obter uma resposta que satisfaça todos os pontos abordados anteriormente, no que diz respeito ao asilo dos refugiados, mas sei no meu coração que estas pessoas merecem uma oportunidade, sei que sim e acredito que este problema terá uma solução que passa pelo restabelecimento da paz. Mas como esta não será para breve, até lá, virar as costas é ignorar que todos fazemos parte de uma mesma humanidade.

Ana Vanessa Dores

11ª CT

A EDUCAÇÃO DAS MULHERES

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A Educação, na vida de qualquer pessoa, além de garantir a instrução e o conhecimento, melhora as suas qualidades como ser humano. Efetivamente, o que seria de uma sociedade se não houvesse homens e mulheres esclarecidos?

No entanto, apesar de tudo o que tem sido feito em prol da alfabetização, ainda não podemos dizer que as oportunidades sejam iguais entre os sexos.

O passado deixou-nos exemplos das dificuldades que as mulheres tiveram para aceder à instrução e, mais tarde, à formação integral. E, se hoje já temos mulheres bem sucedidas profissionalmente, isso é fruto da formação que tiveram, porque a educação foi promovida por homens instruídos que acreditavam nos efeitos da aprendizagem escolar. Pessoas instruídas acreditam na educação e tomam medidas eficazes para a alargar a um número de pessoas cada vez maior.

Contudo, sabemos que ainda há muito para fazer. Lembremo-nos que muitas questões de carácter racial ou religioso deixam muitas pessoas excluídas da educação. É o caso da comunidade cigana, que ainda relega para segundo plano a educação dos seus filhos, sobretudo das raparigas. É também o caso de alguns povos do mundo árabe onde existem restrições no que diz respeito à educação das mulheres. Não quer dizer que estes e outros povos não eduquem a mulher para desempenhar papéis sociais que são úteis à sociedade, mas nunca a educam para a igualdade com o homem.

Na minha opinião, só pode haver Educação se não existirem restrições de nenhuma espécie e se as pessoas tiverem liberdade para escolher alternativas de formação que não as descriminem.

Ana Maria Rocha

11º LH

ANÁLISE DE UM TEXTO PUBLICITÁRIO

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Slogan: “Help. So that no one has to come here for food.” (Ajude. Assim, ninguém precisa de vir aqui à procura de comida).

Objetivos do anúncio: sensibilizar para a importância das ações de solidariedade,  caridade e contribuir para a diminuição da pobreza e da desigualdade social.

Relação entre a imagem e o texto: a imagem é forte, apelativa e remete-nos de imediato para a desagradável realidade que é o facto de haver muita gente a alimentar-se daquilo que deitamos fora, o lixo. Faz uso do imperativo (help).

Estratégia de argumentação: associação de linguagem verbal e não verbal; frase ou slogan curto, mas incisivo, direto, objetivo; imagem que choca, que diz muito por si só.

Tipologia: publicidade institucional sem fins lucrativos, visando a união de esforços no combate à fome e à pobreza.

Texto icónico: um sem-abrigo.

Mensagem implícita: a mensagem implícita é que cada um de nós pode fazer mais, pois, se assim fosse, ninguém precisaria de recorrer ao lixo para se alimentar; o fundo escuro da imagem faz alusão a uma classe que está à margem (sombra) da sociedade.

Público alvo: o anúncio é destinado ao público em geral, pois todos podem mudar os seus hábitos de consumo e partilhar o que têm, em vez de atirarem restos para o lixo.

 Rodrigo Karvat

11º Ano CT/LH

Estupidificação das massas – programação dos canais genéricos

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Atualmente, os canais generalistas têm usado os seus programas, sobretudo nos períodos da manhã e da tarde, para difundirem grandes blocos publicitários que, por acaso, contêm algumas rubricas (que não são publicidade). A publicidade é agressiva e torna a programação de baixa qualidade, uma vez que procura mais os lucros do que a satisfação/distração do público. Aliás, é difícil acreditar que ainda exista público interessado em ver este tipo de programas, quase só publicidade,  já para não falar nos intervalos.

Calcitrin/Cálcio+, por exemplo, é uma boa notícia para quem tem carência de cálcio nos ossos. Já não é preciso comprar os produtos Calcitrin nem o Cálcio+, basta ligar o  aparelho televisor nos programas matinais. O número de repetições da publicidade desses produtos é tão elevado que substitui a necessidade de consumo dos mesmos, inclusivamente, com resultados ainda superiores, relativamente ao tratamento convencional. Vejamos um testemunho possível: “Bem, chamo-me Joaquim e tenho 120 anos, mas, devido a problemas nos ossos já não andava desde 97. Estes produtos mudaram a minha vida! Mesmo sem nunca ter ingerido um único comprimido. Há meses que a minha mulher liga a TV nos programas da manhã e no passado dia 12, ao ouvir, mais uma vez, o anúncio, uma força tomou conta de mim. Depois de muito esforço consegui pôr-me em pé, dei o primeiro passo e foi emocionante! A seguir, dei o segundo passo, o terceiro, o quarto… Enfim, consegui aproximar-me o suficiente para desligar a TV. Foi maravilhoso!”.

Enfim, a programação é vista, na sua maioria, por um público envelhecido e pouco exigente, mas que merece muito mais do que um rosário de maleitas e de pílulas. Irá continuar sempre assim?

É necessária uma mudança na programação dos canais portugueses, até mesmo nas ofertas de consumo e no tipo de publicidade,  pois estas cadeias são as únicas que os mais pobres e os idosos podem ver e não há entre elas uma única diferença que se assinale, sobretudo na programação da manhã.

Texto elaborado por:

Rodrigo Karvat e Tiago Ribeiro

11º CT/LH

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Igualdade de oportunidades no mundo

Hoje em dia existem relações de confiança que ligam todos os países da Europa, designadamente o livre trânsito de pessoas e de bens,  as políticas ditas “comuns” e a igualdade de oportunidades entre todos os elementos das sociedades europeias. Todas as pessoas têm direito às mesmas coisas e oportunidades, mas a realidade não é essa, existe descriminação entre raças, profissões, sexo, culturas e religiões tanto na Europa como em diversos países do mundo.

No que diz respeito à saúde, o acesso deveria ser gratuito, independentemente das capacidades económicas de cada um, assim como os cuidados clínicos; na educação ninguém deve ficar de parte, porque o acesso à aprendizagem é um direito, apesar de serem colocados obstáculos em alguns países, nomeadamente de nível económico e por falta de docentes qualificados; no trabalho não deveria existir diferença de sexos, todos devem ser considerados iguais; não deviam existir preconceitos raciais, religiosos ou com pessoas com problemas graves de saúde.

Concluindo, a igualdade de oportunidade para todos é um direito e não podem ser negados a ninguém todos os aspetos anteriormente referidos.

Só assim o mundo pode melhorar, quando o sentido ético da partilha for valorizado pelas pessoas que detém nas suas mãos os destinos dos outros.

Texto elaborado por:
Ana Rita Simões
Filipe Vitor
11º CT/LH

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