EDITORIAL

MARÇO DE 2016

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Março é um mês moço que chega com a promessa de um alento novo. Manhãs de inverno, tardes de verão e um sol renovado que nos aquece mais de perto o olhar. Quando dermos por isso, será tempo de nos renovarmos como a Natureza faz, por fora, mas sempre por dentro. Quando dermos por isso, estaremos a fechar um ciclo e a começar outro.

O tempo tem destas coisas. Passa por nós, frio e indiferente, arrastando eventos, efemérides, reuniões, avaliações e despedidas. E, subitamente, já é tarde para viver fevereiro ou janeiro e para olhar de perto cada instante que acelerou nas partículas do tempo.  É indiscutível. Vem aí a primavera!

Uma destas tardes, o que resta da tapada real e da mata do Cacém fará chegar um cheiro a erva nova e todos nós guardaremos, por dentro, o tempo novo. Haverá no ar uma flutuação mais leve dos fenos e do pólen e algumas flores darão mais cedo o seu tímido sinal. Virá a poesia das flores e virá a dos olhares e algumas aves cantarão até mais tarde nos altos beirais urbanos. Acabar-se-á esse novelo rude de silêncio, ante as tempestades e os rumores do mundo. E depois, pensaremos que ainda é possível alcançar tudo. É assim que se reproduz a esperança:  ao fim corresponde sempre um início.

Depois, rapidamente, a quaresma fechará o ciclo e a festa será profana, na renovação dos campos e das cidades. Alguns de nós irão ver mais de perto a novidade, numa interrupção letiva que nos colhe sempre de surpresa; outros irão ficar na cidade e é sabido que esta não é imune à primavera, nem à poesia, nem à exultação das almas.

E, porque março é o mês das árvores e da floresta, queremos que seja, cada vez mais, o mês da poesia e da celebração da vida. Por isso, saudamos os nossos leitores com um pouco dessa bebida que nos alenta, pela boca de quem soube cantar a persistência do ser contra os invernos e os seus obscuros silêncios.

A todos um fim de período calmo e produtivo!

Ana Isabel Falé

“Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura”

Sophia de Mello Breyner

“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.”

Cecília Meireles

“Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.”

Miguel Torga

“Quando tornar a vir a Primavera
Talvez já não me encontre no mundo.
Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente
Para poder supor que ela choraria,
Vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma cousa:
É uma maneira de dizer.
Nem mesmo as flores tornam, ou as folhas verdes.
Há novas flores, novas folhas verdes.
Há outros dias suaves.
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.”

Alberto Caeiro

“Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria Primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera.”

                                                     Eugénio de Andrade

Foto diariodigital.sapo.pt

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FEVEREIRO DE 2016

Janeiro acabou frio e chuvoso, como se chorasse a partida do Natal, e Fevereiro chegou com previsões de tempo seco e de sol, como a querer-nos ajudar a despir a saudade e a vestir a alegria que é pressuposto o Carnaval trazer (E como nos faz falta a nós, portugueses, que vivemos sob o apanágio da palavra saudade e temos o fado como canção nacional, a alegria, a felicidade![1]). Durante este período de tempo, os portugueses tiveram que adaptar-se (estão ainda a adaptar-se) a um novo governo e a um novo presidente da república e nós, comunidade educativa, a um novo ministro da educação e, decerto, a mais umas tantas insensatas, experimentalistas e imprevistas mudanças na vida das escolas, como é o caso da alteração apressada das regras relativas aos exames dos 4.º e 6.º anos e da aplicação dos novos programas e metas curriculares sem a devida avaliação dos programas anteriores, a qual estará muito provavelmente a prazo, pois, dado o modus operandi do recém ministro da educação, medidas do governo cessante são para deitar fora sem a devida avaliação, recordando-nos a todos como seria importante e urgente a existência de um pacto pluripartidário para a educação em Portugal.

Deixando, porém, de parte a discussão muito pertinente sobre as medidas tomadas a reboque da «vox populi» ou do «ambiente de campanha», como disse a voz experiente de David Justino, ex-ministro da educação e presidente do Conselho Nacional de Educação, em recente conferência de imprensa, e sobre o tão amplamente falado e desejado, mas, por enquanto, utópico, «pacto para a educação», a verdade é que «todo o mundo é composto de mudança», como tão soberbamente cantava Camões no seu soneto «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades» e o ser humano só tem a ganhar com o desenvolvimento de mecanismos e ferramentas de adaptação a novas realidades e a novas maneiras de saber, de fazer e de ser, desde que o faça com vontade, confiança, esperança, integridade e alegria. De facto, se a humanidade, no seu todo, tivesse resistido continuamente à mudança não teria evoluído da maneira tão fantástica como evoluiu, apesar dos inevitáveis e complexos desafios que a evolução, por vezes demasiado célere, não deixa de lhe colocar.

A temática da mudança acabou por me remeter para o final do ano letivo de 2011-2012, mais precisamente, para o mês de julho, e trouxe-me à memória a resistência que grande parte da comunidade escolar do nosso Agrupamento, a exemplo, aliás, do que aconteceu com outras comunidades escolares de outros agrupamentos de escolas em construção, demonstrou face à decisão de agregação das seis escolas que constituem desde essa altura o Agrupamento de Escolas Leal da Câmara (denominado, na altura, Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro). Lia-se no rosto de muitas pessoas, mesmo daquelas que não o expressavam verbalmente, a insatisfação e o receio pelas mudanças que a agregação traria. E não vou dizer que o caminho que percorremos desde o verão de 2012 até fevereiro de 2016 foi um caminho fácil, sem obstáculos, porque, obviamente, isso não seria verdade.

Diria mesmo que o caminho percorrido de julho de 2012 a fevereiro de 2016 foi extremamente difícil e implicou a consecução de muitos desafios e o trabalho árduo de muitas pessoas, sendo o primeiro de todos a elaboração de um Projeto Educativo que espelhasse a nova realidade e os novos objetivos a alcançar por todo o Agrupamento e, ao mesmo tempo, fosse capaz de respeitar a individualidade e a cultura de cada uma das escolas que o constituem. A este desafio, seguiram-se outros não menos importantes, ganhos, graças ao empenho e ao espírito agregador de pessoas de todas as escolas, as quais trabalharam em conjunto, horas e horas a fio, para que a mudança acontecesse com sentido e fosse uma mais-valia para os alunos dos diversos anos e níveis de ensino do agrupamento, da educação pré-escolar ao 12.º ano.

E a verdade é que o caminho percorrido está a dar os seus frutos. Durante este curto espaço de tempo (os especialistas em educação dizem que são precisas décadas para se atingir uma cultura de agrupamento) foram criadas cumplicidades e afetos entre muitas das pessoas das várias escolas, visíveis em momentos formais de trabalho e também em momentos informais. Por exemplo, é extremamente gratificante ver o à-vontade com que professores originários de várias escolas discutem sobre assuntos da educação e do ensino ou o à-vontade com que entram nas escolas uns dos outros, tal como é também gratificante ler os documentos orientadores da ação do Agrupamento escritos a várias mãos ou, talvez seja mais pertinente e arrojado dizer, «a várias escolas» e as atividades que se planificam e realizam em conjunto (durante o primeiro período do ano letivo em curso, segundo dados da plataforma Gare relativos ao Plano Anual de Atividades em vigor, foram realizadas 28 atividades que implicaram conjuntamente várias escolas do Agrupamento), como também foi muito gratificante e bonito ver e viver o ambiente mágico que se criou no último Jantar de Natal do Agrupamento.

Claro que há ainda um longo caminho a percorrer, mas tenho a certeza que cada passo dado aconteceu no caminho certo, no caminho da partilha, da união, do envolvimento e da construção da «aldeia», que, segundo o provérbio africano citado na introdução do nosso Projeto Educativo, é precisa «para educar uma criança». Por isso, a exemplo do texto de Inês Pedrosa, este editorial não fala de outra coisa que de felicidade, mais precisamente da felicidade de estarmos aqui, juntos, unidos e a trabalhar para construir futuros felizes para os alunos do Agrupamento. Bem hajam e não abdiquem de ser felizes.

Editorial, 1 de fevereiro de 2016

Lucinda Santos

[1] A propósito deste tema recomendo a leitura da crónica de Inês Pedrosa «A favor da felicidade», publicada no Jornal Sol, edição n.º 491, 22 de janeiro 2016, na página 41, que nos faz o apelo de «deixarmos de reverenciar a desgraça enquanto sinal exterior de inteligência» e, consequentemente, de aprendermos o valor de estar vivos e sermos felizes.

JANEIRO DE 2016

Sea of Fog

O insustentável peso de cada novo ano…
Chegou 2016, como presente insuspeito numa embalagem inocente. Ainda não tem traços definidos mas adivinha-se a configuração que o tempo se habituou a esculpir nas vidas coletivas. A novidade do novo ano vem nítida como um girassol de outono, mas ainda não lhe conhecemos a forma. Saberemos depois o peso dos cortes e a leveza das reposições, as faturas que passarão a pesar nas contas e as que passarão a deduções, as medidas que nos afundam e as que nos arrasam, a escola que nos espera e o horário que nos cumpre tal como o prazo da incerteza que nos resume. Ficaremos também a saber quem ganhou e quem perdeu, quem adicionámos à nossa vida e quem nos deixou, quantos foram levados pela teimosia e pela coragem, quantos desceram ao limite e quantos saíram ilesos de uma resistência paga a juros. Alguns encontrarão paz na fuga ou na reforma, ou na rescisão amigavelmente compulsiva, outros serão arrastados para a mobilidade das coisas inúteis, talvez muitos mais continuem a aventura dos portugueses, acrescentado mais mundos ao mundo com a coragem e o suor emigrante. Descerão à terra os que a vida abandonou e conhecerão pela primeira vez o teto do céu aqueles que os bancos e os algoritmos financeiros vierem a excluir. Saberemos depois quem permaneceu e quem se foi, quando este ano deixar de ser um recém-nascido de feições puras, onde a esperança desenha um lugar possível. De todos eles sairão vencidos os que mais sonharam mas não souberam que entre o sonho e a vida há um pátio térreo de teimosia e resiliência. Convém não esquecer que há homens excecionais, que servem outros homens ainda mais excecionais, que trabalham já em spreads e ratios para convencionar as porções de vida e a ração do homem comum. Os recursos serão embalados em poder e o poder vai embalar mais poder. O ano dobrará a esquina com mortes e genocídios e com mineiros sem pão. Haverá mais escravatura moderna, virão mais homens que se dedicam a lucrar com os homens e com as mulheres ou com as crianças e muitos serão espezinhados pela indiferença dos que sabem e se calam. Nessa altura, o ano não terá mais segredos e podemos avançar a esperança para a nova casa, 2017, ou para outro ano qualquer. Mas agora, nos seus primeiros dias de vida, este ano novo é ainda aquilo que nós quisermos, porque traz a inocência de uma tábua sem inscrições, onde escreveremos a cada dia os mandamentos da nossa liberdade.

Bom Ano de 2016!

 

Ana Isabel Falé

 

 DEZEMBRO DE 2015

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Parece impossível, mas é verdade, já passou mais de um mês desde o regresso, inesperado para grande parte da comunidade escolar, do Jornal 100Letras, no dia 17 de novembro de 2015, um dia marcante para a Leal, que festejava o seu 29.º aniversário.

Dessas comemorações deu conta o 100Letras, com a publicação de fotografias e textos que procuraram recuperar memórias e afetos que, na verdade, são a espinha dorsal da nossa identidade coletiva e o que genuinamente nos impulsiona para o futuro. Como aconteceu com o texto Crónica de uma ressurreição anunciada, sobre os primórdios do Jornal 100Letras, e com o texto Como nasce e cresce uma escola, sobre os anos iniciais da Leal, em que faltava quase tudo, exceto a vontade de fazer diferente e cada vez melhor, e sobre algumas pessoas que, infelizmente, já partiram, mas que, pelo seu comportamento e pela sua ação, deixaram a sua marca indelével na Leal e no coração de todos nós.

A completar esta miríade de memórias e de afetos, o conto Um episódio de amor e ousadia, mesclando realidade e ficção, mostrou-nos quão privilegiados somos por trabalhar num local em que temos a oportunidade de testemunhar e reviver, ano após ano, mês após mês, dia após dia, hora após hora, o fascínio das descobertas, quer dos afetos e do primeiro amor, como é o caso da Mariana e do Leonel, personagens do conto, quer do saber, do conhecimento ou simplesmente da vida.

Porém, o 100Letras, apesar de ter vivido o seu primeiro mês em plena época de trabalho intenso, que culminaria com o final do primeiro período letivo e as avaliações dos alunos, não deixou de estar atento ao que se passa na atualidade da Escola e do mundo, publicando oportunamente artigos que versam temas tão diversificados como «Competências e conteúdos», «O Acordo Ortográfico de 1990», «Fernando Pessoa», «O ranking das Escolas», «A cimeira do clima», «Cinema», «Política», etc. etc., fazendo acreditar que, um dia, talvez não muito longínquo, o Jornal 100Letras será muito mais do que um mero Jornal Escolar.

O Jornal 100Letras tem também servido de montra para alguns trabalhos muito interessantes dos alunos da Leal da Câmara. Basta clicar no item «Trabalhos dos alunos» e ler a diversidade de artigos que o constituem para perceber como os alunos têm coisas fascinantes e, por vezes, inesperadas para nos dizer sobre o que sentem e sobre o mundo que os rodeia.

Acreditamos, aliás, que o feedback positivo que temos recebido da comunidade escolar da Escola Secundária Leal da Câmara relativo a este projeto ultrapassa, em grande parte, a natureza afetiva que inevitavelmente liga a comunidade ao projeto e se deve, essencialmente, à diversidade, ao interesse das temáticas e à qualidade dos artigos publicados no Jornal. Aliás, embora timidamente, o Jornal 100Letras começa também a ter algum impacto fora da comunidade escolar em que se insere, conquistando leitores de outros lugares do país e até do mundo.

Este facto deve encher-nos a todos de orgulho bom. A mim enche-me – muito obrigada, Ana Falé, por teres acreditado que te poderia acompanhar nesta aventura –  bem como a toda a equipa do Jornal. Enche-nos de orgulho, de responsabilidade e também de vontade para fazer cada vez mais e melhor, esquecendo o cansaço e as dificuldades do dia a dia. Afinal, «dar voz às vozes de um coletivo» (Editorial, 17-11-2015), que somos todos nós, alunos, professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais da Escola Secundária Leal da Câmara, é um projeto muito nobre e que nos tem dado um enorme prazer.

Por isso, queremos que mais pessoas sintam aquilo que nós sentimos por fazer parte deste projeto. Assim, aproveito, para fazer, aqui e agora, neste segundo editorial, um apelo que, creio, será ouvido por muitos de vós: colaborem com o 100Letras. Observem, leiam, oiçam, reflitam, coloquem por escrito as ideias interessantes que pululam nas vossas cabeças e venham ter connosco. Serão muito bem recebidos. Acreditem.

Até porque eu acredito, toda a equipa acredita, nós acreditamos, ACREDITAMOS mesmo, que o Jornal 100Letras regressou para ficar e que 2016 será um ano essencial no caminho da sua consolidação.

Um excelente 2016 para todos.

Lucinda Santos

NOVEMBRO de 2015

As notícias, numa escola com a dimensão da nossa, não chegam necessariamente a todos, nem na mesma ocasião, nem da mesma forma, nem na sua versão original. A receção por parte daqueles a quem a informação se destina é ocasional e não depende, muitas vezes, do utilizador nem do emissor. É normal que assim seja, ainda que se afixem cartazes, ainda que haja informação difundida via mail, ainda que as exposições se perfilem ante os nossos olhos com a surpresa da novidade. Nunca saberemos tudo. É assim nos nossos dias, porque há muito e muito a saber, porque são múltiplas as fontes de saber, múltipla a informação e múltiplos os pólos de interesse de cada um, multiplicados pelos pólos de interesse que nos obrigam a ter ou nos querem fazer crer que são cruciais para a nossa existência.

Este sujeito indeterminado, responsável pela mediatização da nossa vida, é um mundo global que nos bateu à porta num dia, indeterminado ele também, e nos pôs a pensar todos da mesma maneira e a agir de modo igual em “selfies” verbais, comportamentais, uma espécie de uniformes invisíveis, vestidos pelos jovens, imitados pelos mais velhos, do pólo norte ao sul, com uma mesma polaridade de interesses virtuais.

Então, com toda esta massificação de comportamentos, com tanta fonte de informação disponível, que lugar pode ter um jornal digital numa escola secundária? Apenas um: diferenciar, construir a identidade natural de uma geração, num ambiente sociocultural único, Rio de Mouro, uma das maiores periferias de Sintra, a maior de todas as periferias. Podemos e devemos assinalar a individualidade onde ela existe, num contexto de múltiplas vozes e de múltiplas gentes. Um jornal pode realizar tal objetivo de dar voz às vozes de um coletivo.

Pelo exposto, convidamos toda a comunidade a contribuir para esta diferenciação, esta afirmação dos nossos valores, da nossa cultura local e de escola, para a contenção deste padrão uniforme que nos é imposto. Temos a certeza de que nunca haverá informação a mais, quando ela transmite o melhor que há em nós: a nossa individualidade como sinal de pertença a um mundo onde queremos e podemos reescrever de forma diferente todas as estórias.

Contribuições: artigos de opinião, notícias, efemérides, fotos sugestivas, concursos, sugestão de assuntos a tratar, documentários e outros trabalhos realizados pelos alunos

Mail para envio de propostas de edição: jornaldigital@aerm.pt ou ana.isabel.fale@aerm.pt

Ana Isabel Falé

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