O neoliberalismo visto por um aluno

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           O Neoliberalismo caracteriza-se por um conjunto de ideias políticas económicas e capitalistas que defende a não intervenção do Estado na economia.

            Tem como prioridades a mínima participação estatal na economia de um país, a pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, a política de privatização de empresas estatais, a livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização, a abertura da economia para a entrada de multinacionais, a adoção de medidas contra impostos e tributos excessivos e a defesa de que a base da economia deve ser formada por empresas privadas.

            Surgiu na década de 40 como uma crítica do bem-estar social ao Estado e começou a ser implementado de forma pioneira no Chile de Pinochet, na Inglaterra de Thatcher e nos EUA de Reagan. Depois de Thatcher e Reagan assumirem o poder, foram tomadas medidas como: cortes de impostos para os abastados, o estrangulamento dos sindicatos, a desregulamentação, as privatizações, entre outras muito populares entre os grandes grupos capitalistas.

            O Neoliberalismo tem desempenhado um papel muito importante num variado leque de crises: o colapso financeiro de 2007/2008, a evasão de riqueza para os “paraísos” fiscais (os Panama Papers são apenas alguns dos casos conhecidos), o colapso da saúde pública e da educação e o fim do Estado Social cada vez mais real. Não deixa de ser irónico o slogan utilizado pela doutrina neoliberal “Não há alternativa”, prometendo liberdade de escolha. Essa liberdade que o Neoliberalismo oferece é uma liberdade envenenada pois o “livre de impostos” (nos EUA, capital do Neoliberalismo, as grandes fortunas não são taxadas) significa a liberdade de fugir da distribuição de riqueza que tira as pessoas da pobreza.

            É preciso uma nova ideologia que venha substituir o Neoliberalismo, pois a sua adoção agravou as desigualdades sociais e, talvez, enquanto não surge uma, voltarmos à Social Democracia, em que o bem-estar do cidadão era o objetivo principal. Urge romper com as relações promíscuas entre a política e os grandes grupos económicos. Não é utopia pensar que os setores-chave da economia devem voltar para as mãos do Estado, ao invés de pertencerem ao setor privado e, talvez mais importante, que o Estado precisa de ter um papel regulador na economia pois é sabido que os mercados não se autorregulam. Tal não aconteceu ontem, nem hoje e não irá acontecer amanhã.

            Afinal, os grandes grupos capitalistas estão cada vez mais fortes, ao passo que as pessoas, numa relação inversamente proporcional, estão cada vez mais enfraquecidas e empobrecidas. É suposto “os opostos atraírem-se”, mas na realidade e, nesta situação específica, isso não acontece. Constata-se, aliás,  que o fosso é cada vez mais profundo.

 

Tiago Ribeiro, 12ºCT/LH

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