Como a literatura nos faz pensar

             A propósito da obra dramática de Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa, e do patriotismo de uma das personagens, a aluna Raquel Lima do 11º A1 escreveu este texto sobre o orgulho de ser português.

            portugal

            Manuel de Sousa Coutinho prova ser um português genuíno ao queimar o seu palácio para que este não passasse para o poder espanhol. Esta sempre foi a atitude portuguesa, a de nunca baixar os braços e lutar pelo que é nosso.

                Os tempos mudaram e talvez também a nossa atitude mas a verdade é que o nosso país continua grandioso. Somos uma das nações mais antigas do mundo (nascemos em 1143), impulsionámos os descobrimentos, dividimos o mundo com Espanha, fomos os primeiros a abolir a escravatura (em 1751). A nossa língua é a quinta mais falada em todo o mundo, temos uma palavra que não se traduz em mais nenhuma língua – saudade. Em termos culturais temos bastantes elementos destacados pela UNESCO e não só! O fado é património imaterial e algo bastante característico, tal como o Cante Alentejano e a Guitarra Portuguesa; o Palácio da Pena é considerado o mais bonito da Europa; Guimarães, Sintra e Lisboa são locais de destaque e a cidade do Porto foi considerada o melhor destino europeu de 2017. Temos uma gastronomia poderosa, desde os vinhos à dieta mediterrânea e ao célebre pastel de nata. Somos também um país ambientalmente apelativo: o Douro Vinhateiro e a Floresta Laurissilva por exemplo são património mundial.

                Todavia, hoje em dia, alguns marcos de importância mudaram, já não há terra a descobrir (pelo menos neste planeta) e não somos um país propriamente forte economicamente, mas temos portugueses em todo o mundo! Somos reconhecidos por avanços médicos e tecnológicos, somos campeões europeus de futebol, ganhámos a medalha de bronze no Judo, o presidente da ONU é o português António Guterres, além de termos um presidente que tira fotos em aeroportos a fazer o “dab” com adolescentes e aceita desafios para “rappar” em vez de construir muros ou colocar a família em lugares de chefia, com ordenado, apesar de nunca exercerem.

                Nos últimos anos temos assistido a um aumento no turismo e no número de pessoas que escolhem vir viver para cá, especialmente os reformados. Temos três características irresistíveis: a paz, o bom tempo e a pouca atividade catastrófica natural.

                Não somos um país perfeito, mas perfeito ninguém é! E eu tenho o maior orgulho em dizer que sou portuguesa.

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1 Comment

  1. Muitos parabéns pelo teu texto, Raquel! Revi-me nele, pois acho Portugal um país fantástico que, muitas vezes, os portugueses não sabem apreciar como deveriam. Por isso, é bom que alguém se lembre de o dizer como tu fizeste, de uma maneira clara, com entusiasmo e alguma poesia. Muito obrigada por isso. Fico à espera de novas participações tuas no nosso Jornal 100 Letras.

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