Estilo

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Todos os governos possuem um certo estilo de exercício do poder e o governo da Escola Secundária Leal da Câmara não é exceção a esta regra.

Sobre este estilo não tenho grandes considerações a fazer, a não ser manifestar o meu contentamento pelo facto da sua linhagem feminina ter um manifesto interesse pela técnica que, na aceção grega da palavra, teknè, significa um saber-fazer pela via da produção do belo. Explico-me de seguida:

A professora Susana Oliveira, adjunta da Direção, é exímia na arte de bem-fazer bolos, para além de outras iguarias. Os bolos que ela confeciona, não só combinam diferentes sabores e texturas (por exemplo, chantilly com suspiro ou chocolate líquido com smarties como cobertura/recheio), como também são lindos porque a Susana pinta, esculpe e decora estas gulosas matérias alimentares com uma apurada sensibilidade estética cuja contemplação quase que nos inibe de as degustar sem culpa. Nós, meros aprendizes de pasteleiro, bem lhe pedimos as receitas e ela dá-nos, muito explicadinhas, mas nada – pelo menos, comigo! – se aproxima daquela consistência e, muito menos, aspeto. A sua arte já conquistou no Agrupamento um séquito de discípulas, mas, sejamos honestas, nenhuma com o seu talento e know-how.

A professora adjunta da Direção Maria João Gomes domina na perfeição diversas técnicas de artes manuais, tais como o origami, o patchwork, a azulejaria… Com este talento fabrica lembranças, embrulhos, sacos, etiquetas, flores, painéis e outros objetos personalizados que combinam o uso de materiais improváveis, alguns deitados ao lixo e ao abandono por pessoas rudes como eu, a um imenso bom gosto e respeito pelas técnicas artesanais de confeção que fazem parte da nossa identidade cultural.

A professora adjunta da Direção Anabela Fanado possui uma habilidade excepcional para fazer bijuteria e joalharia combinando contas e adereços com muita subtileza e requinte. Porque alia um reconhecido bom gosto para combinar cortes, padrões, cores e materiais com uma invejável auto-confiança e determinação, é ainda requisitada como consultora de moda e imagem (personal styling) dos elementos femininos da Direção e da Escola.

A subdirectora da Direção, Lucinda Santos, sob os balancetes, as faturas, os mapas de orçamento e os molhos de relações de necessidades que os fornecedores, os professores, o diretor, Jorge Lemos e a chefe dos serviços administrativos, Conceição Nobre, lhe fazem chegar, esconde uma vida secreta de alcance incalculável: é escritora, ora de contos e romances de ficção, ora de textos de ensaio e reflexão crítica. Este dom para a escrita é-lhe reconhecido no Agrupamento e, por isso, quando se trata de escrever textos um pouco mais elaborados é à Lucinda a pessoa a quem pedimos ajuda.

Na Escola estes talentos estão, conscientemente ou não, ao serviço de uma estratégia de gestão escolar que visa a aproximação e a união entre as pessoas e o desenvolvimento dos afetos. Enquanto esta estirpe de mulheres no poder for adiando a sua capacidade empresarial vamo-nos deleitando com os bolos, os brindes, a bijuteria e os contos destas extraordinárias artistas. Bem-hajam pela generosidade com que os partilham connosco!

Liliana Silva

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