Leitura(s) de férias

Quatro alunas do do 10º ano (Prof.ª Teresa Lucas) analisaram as obras abaixo, no âmbito da atividade ”O texto em questão”. Aproximando-se as férias grandes, o 100Letras publica os referidos textos como sugestões de leitura que, esperamos, possam proporcionar bons momentos de leitura e de evasão.

 

TORDO, João. As Três Vidas, Leya , 2015

O estilo de escrita diferente e cuidado de João Tordo, misturado com um enredo fantástico, leva-nos até à obra As três vidas, um livro interessante e belo que nos faz sempre antecipar os momentos seguintes.

É uma obra misteriosa e que nos deixa a esperar mais deste homem que vive três vidas, segundo ele próprio. Uma obra que tem, ainda, uma vertente histórica, que nos é transmitida através das vivências de Millhouse Pascal. Este homem mostra-nos o seu papel na II Guerra Mundial e como isso influenciou o seu presente. Podemos, portanto, perceber que talvez todos os mistérios vividos pelas personagens não se geram só pelas suas ações; também o seu passado influencia o seu presente.

Esta constatação conduz-nos ao enredo da obra, cheio de mistérios, homicídios, polícia, família e, até, amor. Todos estes temas aparecem-nos compilados através do estilo próprio da escrita de João Tordo.

O autor utiliza uma linguagem tão precisa que nos leva a imaginar as situações, que são descritas com grande pormenor. É, portanto, uma obra que nos obriga a estar com atenção do primeiro até ao último momento.

É um livro recheado de mistérios por resolver e que nos assombram até à sua resolução. Tem, ainda, romance, mostrando a busca (em vão) por um amor controverso desde o início, ao mesmo tempo que evoca no leitor a vivência da primeira paixão, bem como o sofrimento que esta pode causar.

Concluindo, é uma obra perfeita para os amantes de mistério e romance, que proporciona uma leitura empolgante. Por todas essas razões é um livro que recomendo.

Madalena Rodrigues

Nº10 10ºH4

PEIXOTO, José Luís. Dentro do Segredo. Quetzal, novembro de 2012

 

   Este é um livro para viajantes, fisicamente e mentalmente. O detalhe e a descrição não faltam, satisfazendo a curiosidade do leitor. Além disso, o narrador escapa a promessas e mostra toda a realidade. Quem nasceu depois do 25 de abril pode imaginar uma pequena percentagem da rigidez por que os nossos familiares passaram, mas, obviamente, não chega ao ponto daquele país, com um povo que acredita em mentiras, isolado do mundo, onde a tristeza predomina. O narrador dá voz a uma realidade que existe, mas que nos custa a imaginar, faz-nos refletir sobre a nossa liberdade, no quanto somos privilegiados.

   Eu, que sou apaixonada pela Coreia do Sul, custa-me ver as diferenças brutais entre dois países tão próximos é a mesma diferença entre o nosso país e muitos outros ainda numa ditadura. É um livro cheio de conhecimento, fascinante para quem gosta da cultura asiática e não só! Aconselho vivamente o livro a toda a gente. O narrador faz-nos o seu companheiro, questionando tudo e sensibilizando-nos. É um livro que não se lê apenas, sente-se.

Trabalho realizado por:

Ana Raquel Duarte Pereira

10ºH4; nº1

FONSECA, Manuel, Um Anjo no Trapézio, Caminho, novembro de 2011

Um Anjo no Trapézio de Manuel Da Fonseca é um livro narrativo que relata sete histórias diferentes que pretendem dar ao leitor a perceção de realidades distintas, com intimidades e perspetivas semelhantes, todas com a mesma essência. Todas as histórias têm um lutador, um salvador, alguém que já passou por tempos difíceis e que, no futuro, fará tudo para melhorar a sua posição. Pelo caminho, ajuda os que mais precisam.

Estas são as pessoas que, muitas vezes, não são valorizadas. São os anjos do nosso fino mundo, do nosso trapézio, pois se estas pessoas não existissem, outras, que enquanto batalhavam para superar as suas dificuldades, poderiam perder o equilíbrio e estes anjos, referidos antes, muitas vezes, amparam a queda ou não nos deixam cair nem perder o equilíbrio sequer, porque nos dão força e motivação para continuar até ultrapassarmos os obstáculos.

A escrita de Manuel da Fonseca é cativante e emotiva, consegue transmitir as emoções, tais como raiva, angústia, desespero, e alguma felicidade das personagens com bastante facilidade. Transmite estas emoções devido à escolha adequada das palavras usadas na sua narrativa. A sua forma de expressar uma mensagem forte é diferente, o que motiva para a continuação da leitura do seu livro, apesar de, por vezes, ser um pouco confuso. Quando acabamos de ler esta narrativa, pensamos mais aprofundadamente e tentamos relacionar as histórias e, depois de algum tempo, chegamos ao fundo da questão e, nesse momento, o livro torna-se mais claro e bastante bonito.

Apreciei esta narrativa. Foi um livro desafiante e emotivo. Não foi a minha leitura favorita, mas é um livro bastante bom que aconselho.

O narrador mostra que não há mal em ser diferente ou fazer a diferença, não há mal em querer mudar e ajudar a mudar para o melhor, não há mal em se ter passado pelo que se passou. Penso que é este pensamento que falta no século XXI. O século em que vivemos tem as suas próprias regras relativamente à forma como cada um deve ser. Por isso, todos têm medo de mudar a rotina e o previsível. Cada um que sofre por algo é julgado; se são criativos e mostram quem são, também são criticados. Penso que este livro demonstra que não devemos ter medo da sociedade, devemos enfrentá-la e não pensar só em nós e no nosso umbigo. Não devemos deixar que a mesma nos molde como querem… devemos ser nós e ajudar com as experiências por que passamos, não deve ser a sociedade a impor se devemos passar por isto ou por aquilo e se devemos continuar ou não.

Concluindo, cabe ao leitor descobrir por si qual o interesse deste livro na atualidade.

Mariana Marques,

10º H4

GONZALEZ, Maria Teresa. O guarda da praia. Pi, abril de 2010

Recomendo este livro O guarda da praia, pois tem uma história interessante. Mostra que o pensamento das pessoas que vivem em sítios com pouca população e isolados é limitado, porque não têm muito acesso ao mundo exterior e ao desenvolvimento de outros países. Demonstra que nem tudo na vida é perfeito, os bons momentos são curtos e têm um fim, como a estadia da narradora na ilha.

Este livro ensinou-me que nem sempre há finais felizes. À medida que o fui lendo, achei que, quando acabasse, iria ser um cliché, mas enganei-me e gostei de me ter enganado, pois fiquei surpreendida pela positiva. Este final despertou em mim uma atitude de satisfação, porque, normalmente, esperamos que seja um “e viveram felizes para sempre”, mas esta obra mostrou-me que a vida é muito mais do que isso. Penso que era essa a imagem que a autora queria passar- temos de lutar pela nossa felicidade e bem-estar. Este livro no meu entender desperta uma vontade de o leitor conhecer a história, pois o final vem no início.

Filipa Cabral nº 12    10ºH4

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