Uma história de amor em alemão

A Patrícia Vaz do 11H4, concorreu a um Programa de Prémios para o incentivo do estudo da língua alemã do do Goethe Institut. O seu texto não foi premiado, mas o simples facto de escrever uma história de amor em alemão e de  ter querido concorrer a um prémio nacional com “tanto empenho e dedicação” (palavras da sua professora Ana Isabel Aparício), já constitui prémio bastante e razão de orgulho para a escola.

Sprechen Sie Deutsch

A língua alemã (deutsche Sprache) ou alemão (Deutsch) é uma língua indo-europeia do grupo ocidental das línguas germânicas. É a língua com o maior número de falantes nativos na União Europeia e a segunda maior na Europa, depois do russo.

Recorde-se que o alemão não é só a língua oficial na República Federal da Alemanha, Áustria e Suíça, mas também em Luxemburgo, Liechtenstein, Itália e Bélgica. Em Bruxelas, na sede da UE, o alemão é uma das línguas oficiais. Na administração da Organização das Nações Unidas (ONU), o alemão também tem um estatuto especial: embora não seja oficial ou uma língua de trabalho, todos os documentos são sempre traduzidos para o alemão.

Cerca de 98 milhões de pessoas em todo o mundo falam o alemão como língua materna. Além disso, há pelo menos 80 milhões de pessoas que aprendem o idioma alemão como segunda língua ou língua estrangeira. Estima-se que na União Europeia cerca de 50 milhões de pessoas têm conhecimentos de alemão.

Por isso, parabéns, Patrícia! Publicamos abaixo o conto e a tradução.

Die Freude von einer Traurigkeit

Ich bin Nicolas. Ich bin in Deutschland geboren und ich habe mit meiner Mutter und meinem Vater gewohnt.

Ich war 22 Jahre alt, ein einfacher junger Mann, ein groβer und dünner junger Mann mit braunen lockigen Haaren und Sommersprossen und ich trug eine Brille. Ich denke, dass es sehr langweilig war, eine Brille zu tragen.

Den 15.April 1940 In der Nacht bin ich in den Kiefernwald gegangen und habe Brennholz gefallen. Als ich nach Hause zurückkommen wollte, habe ich viel Lachen gehört! Dann bin ich dorthin gegangen. Dort habe ich eine Mädchengruppe gesehen!
Ich habe mich genährt und sie waren erschroken. Meine Augen haben ein besonderes Mädchen gesehen. Sie war dünn, klein… Seine Augen waren schön, beeindruckend ! Und sein Lächeln auch!

Um 23.00 Uhr bin ich nach Hause gegangen und in dieser Nacht habe ich lange an es gedacht.

Einige Wochen später habe ich eine Entscheidung getroffen: wieder in den Kiefernwald zu gehen und das Mädchen wiederzusehen.

Dort habe ich viele Minuten lang gewartet, aber dann habe ich das Mädchen gesehen! Es war sehr schön! Und sehr schüchtern. Trotzdem habe ich ,,Hallo” zu ihm gesagt!

Nicolas: Hallo! Ich bin Nicolas. Du bist sehr schön! Wie heißt du?
Anna: Hallo! Ich bin Anna.
Nicolas: Ein sehr schöner Name! Ich habe ein paar Fragen an dich:
Warum trägst du einen Kopftuch? Magst du deine Haare nicht?
Anna: Nein, Nicolas! Ich bin Jüdin
Nicolas: Ah! Das ist ok, ich habe noch eine Frage…
Anna: Ja…
Nicolas: Warum hast du eine sehr große Narbe in deiner Hand?
Anna: Es tut mir Leid Nicolas, aber wir haben schon zu viel gesprochen !
Und sie lief von dort weg.

Das Treffenlokal war immer zur gleichen Zeit jeden Tag! Ein Tag habe ich festgestellt… Ich war in Anna verliebt! Sie war 22 Jahre alt und ihr Leben war kompliziert! Sie lebte in Angst, vowon was passieren könnte und ich befürchtete mich für sie.

Am 15. Mai um 22.00 Uhr bin ich in den Kiefernwald zurückgegangen und in dieser Nacht wartete ich viele Stunden lang. Sie ist nicht erschienen! Und an den folgenden Tagen immer zur gleichen Zeit bin ich in den Kieferwald gegangen und habe keine Informationen über Anna bekommen.

Meine Freundin Ines hat mich jeden Tag angerufen. Und ein Tag hat sie mir etwas von Anna erzählt:
,,Nicolas hast du die Zeitung gelesen? Die Juden wurden und sind noch verfolgt” !

Ich habe mich sehr schlimm gefühlt! Wohin ist sie gefahren? Wo ist sie jetzt? Ich war sehr traurig, sie war die schönste Blume von meinem Garten! An diesem Tag habe ich gedacht, dass ich die gröβte Liebe meines Lebens verloren hatte.

Im August hat Ines mich wieder angerufen und sie sagte:
,,Ich habe eine Information über Anna. Sie ist nach Bulgarien geflogen. Zuerst ist sie nach Frankreich geflogen und dann nach Ungarn.” Ich war froh. Es ging ihr gut, aber sie war weit weg von mir. Mein Leben war traurig und ich lebte auf dieser Weise.

Am 15. Mai um 22.30 Uhr bin ich in den Kiefernwald zurückgegangen, weil Ines Brenholz brauchte.

Als ich damit fertig war, habe ich ein Lächeln gehört. Ich habe in diese Richtung gesehen und da waren Ines und… Anna !!! Sofort habe ich verstanden, dass ich sie immer geliebt hatte! In diesem Moment küsste ich sie und mir ist die Liebe in den Adern gelaufen.
Ines ist nach Bulgarien geflogen, sie hat Anna gefunden und sie mir zurückgebracht!
Ich habe dieses Foto gesehen und ich hatte viele Erinnerungen! Wir haben dieses Foto gemacht, als ich und Anna nach Portugal geflogen sind.

Und heute, sind wir hier mit drei sehr schönen Kindern, ich freue mich sehr darüber, dass ich eine so gute Freundin wie Ines hatte. Am liebsten wäre sie auch hier, aber letzes Jahre am 12. Dezember ist sie gestorben. Ich denke, dass sie im Himmel ist und kümmert sich und mich und meine Familie!

Ines danke für die Liebe, die du uns, mir und Anna, gegeben hast.
Und die Geschichte meines Lebens geht weiter…

Nicolas

TRADUÇÃO DO CONTO elaborada pela Patrícia Vaz, com supervisão da professora Ana Isabel Aparício.

A Alegria de uma Tristeza

Eu sou o Nicolas.

Nasci na Alemanha e vivia com a minha mãe e com o meu pai. Eu tinha 22 anos, um jovem simples, grande e alto, com cabelo castanho  encaracolado, sardas e usava óculos, o que eu achava aborrecido!

15 de Abril de 1940

À noite, fui ao pinhal cortar lenha. Quando eu queria voltar para casa, ouvi umas gargalhadas, e depois dirigi-me até ao local para ver o que era. E quando lá cheguei, vi um grupo de raparigas.

Decidi aproximar-me, e elas ficaram assustadas. Os meus olhos apenas olhavam para uma rapariga em especial. Ela era alta, magra… Os seus olhos eram lindos, impressionantes!  E o seu riso também.

As 23h00 fui para casa e naquela noite eu fiquei a pensar muito…

Umas semanas mais tarde eu tomei uma decisão. Ia voltar ao pinhal de modo a encontrar outra vez a tal menina. Enquanto lá estava esperei alguns minutos e depois os meus olhos encontraram os olhos dela! Ela era tão linda, e muito mas muito tímida. Apesar disso eu disse-lhe “olá”

Nicolas: Olá. Eu sou o Nicolas. Tu és tão linda como te chamas?

Anna: Olá. Eu sou a Anna.

Nicolas: Um nome muito bonito! Tenho algumas perguntas para te fazer.

Anna: sim…

Nicolas: Porque é que trazes um lenço no cabelo? Não gostas dele?

Anna: (rindo) Não Nicolas. Eu sou judia!

Nicolas: Ah! Okay, está bem. Tenho mais uma pergunta…

Anna: sim…

Nicolas: Porque tens uma cicatriz na mão?

Anna: Desculpa Nicolas, mas nós já falámos de mais.

E ela saiu dali a correr…

O local de encontro era sempre o mesmo todas as semanas. E um dia tinha chegado a uma certeza… Eu estava apaixonado por ela! Ela tinha 22 anos e a sua vida era complicada. Ela vivia com medo do que poderia acontecer, e eu temia por ela.

Dia 15 de Maio às 22h00 voltei a ir ao pinhal, e nessa noite esperei muitas horas pela Anna. E ela não apareceu. Nos dias seguintes continuei a ir ao pinhal, mas não obtive nenhuma informação sobre ela!

A minha amiga Inês, telefonava-me todos os dias. E um dia ela perguntou-me: “Nicolas, já leste o jornal? Os Judeus foram e estão a ser perseguidos!”.

Eu senti-me muito mal… Para onde tinha ido ela? E onde estava agora? Eu estava tão triste… Ela era a flor mais linda do meu jardim. Nessa tarde eu pensei que eu tinha perdido o amor da minha vida…

Em Agosto a Inês telefonou-me e disse: “ Tenho uma informação sobre a Anna! Ela viajou para a Bulgária, em primeiro lugar ela foi para França e depois para a Hungria”. Eu senti-me alegre, ela estava bem, mas estava longe de mim.  A minha vida estava uma tristeza, e eu estava a viver dessa maneira!

Dia 15 de Maio, regressei  ao pinhal pois a Inês precisava de lenha. Quando terminei de cortar a lenha, ouvi umas gargalhadas, e quando me virei para trás, vi lá a Inês… E a Anna! Imediatamente percebi que ainda a amava, e sempre a amei. Naquele momento eu beijei-a e senti o amor a correr-me em todas as veias.

A Inês viajou até à Bulgária, e trouxe a Anna de volta para mim!

Ao ver esta foto, tive muitas memórias. Tirámos quando eu e a Anna viajámos para Portugal.

E hoje, aqui estamos nós com três lindos filhos, e sinto-me muito feliz por ter tido uma amiga como a Inês. O que eu mais queria é que ela estivesse aqui, mas no ano passado, no dia 12 de Dezembro ela faleceu. Mas eu acho que ela está no céu a olhar por mim e pela minha família!

Inês, obrigado por todo o amor que sempre nos deste, a mim e à Anna!

E a história da minha vida continua a ser escrita…

 

Nicolas

 

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